Quando comecei a acompanhar mais de perto a transformação digital nas empresas brasileiras, uma pergunta passou a aparecer repetidas vezes em reuniões, encontros de negócios e até conversas informais: afinal, quanto as empresas estão realmente investindo em inteligência artificial aqui no Brasil? O tema, que já deixou de ser tendência para se tornar necessidade competitiva, ainda é cercado de dúvidas, estimativas e percepções variadas. Mas, agora que vivemos um momento de crescimento acelerado no setor, encontrei números e exemplos que ajudam a clarificar esse cenário.
O cenário atual da adoção de inteligência artificial no Brasil
Segundo recentes divulgações do IBGE (Pesquisa de Inovação Semestral), o percentual de empresas industriais que empregam inteligência artificial saltou de 16,9% em 2022 para impressionantes 41,9% em 2024. Esses números reforçam o que vejo no dia a dia atendendo companhias de diversos portes: a IA deixou de ser uma aposta distante para se tornar prioridade nos investimentos.
Já a 36ª edição da Pesquisa Anual do FGVcia aponta que 80% das empresas brasileiras já reconhecem o uso de IA generativa em suas operações diárias, embora 75% ainda limitem o uso a algumas áreas do negócio. Isso mostra que há uma clara disposição para investir, mas também indica que o potencial de expansão continua enorme para os próximos anos.

Estimativas de quanto empresas gastam com IA Brasil afora
Falando sobre orçamentos, nem sempre as companhias divulgam valores abertamente, mas posso afirmar, com base nas reportagens da VEJA, que 51% das empresas brasileiras planejam aumentar seus investimentos em inteligência artificial generativa em até 25% já em 2025. Isso sinaliza um movimento de priorização forte, especialmente entre médias e grandes empresas.
O total desembolsado depende muito do porte da empresa, do setor e do grau de maturidade digital. Médias e grandes companhias, com receitas acima de R$ 120 mil mensais, costumam separar entre 3% e 12% do orçamento de tecnologia para projetos com IA. Ou seja, para uma empresa que fatura R$ 10 milhões por ano, é comum ver investimentos que variam de R$ 300 mil a R$ 1,2 milhão anuais apenas em projetos ligados a automação inteligente, integrações ou soluções preditivas.
No entanto, é importante lembrar que pequenas empresas também buscam automatizar rotinas, só que investem de forma mais pontual. Na minha experiência, esses negócios tendem a iniciar com orçamentos bem mais modestos, muitas vezes em torno de R$ 1.000 a R$ 6.000 mensais, contratando consultorias como a Posicionamento Digital por projetos ou pequenos planos recorrentes, sempre ajustando com base no retorno percebido.
Os setores que mais apostam na inteligência artificial
A distribuição dos investimentos por área é um dado que sempre desperta curiosidade. Segundo o IBGE e minha vivência no setor, existe uma concentração natural em alguns segmentos:
- Setor financeiro: bancos, fintechs e seguradoras destinam parte significativa do orçamento em inteligência artificial para fraudes, análise de crédito e automação de atendimento.
- Varejo e e-commerce: o foco está em recomendações de produtos, chatbots, gestão de estoques e campanhas digitais personalizadas.
- Indústria: aplica IA para manutenção preditiva, qualidade e monitoramento de linhas de produção.
- Serviços e educação: investem em mecanismos de atendimento via WhatsApp, análise de dados e personalização de jornadas.
- Recursos humanos: uso crescente em automação de recrutamento, triagem de currículos, acompanhamento de clima organizacional e treinamento com base em algoritmos.
Essas áreas não são exclusivas: o potencial de IA é democrático e pode transformar tanto o marketing quanto a operação financeira de uma empresa.
Áreas internas onde o investimento em IA cresce mais
Tenho notado que, independente do segmento, cinco áreas internas se destacam como maiores consumidoras desse tipo de solução:
- Atendimento ao cliente: automações com chatbots, voicebots e respostas preditivas integradas ao WhatsApp e Instagram.
- Vendas e marketing: priorização de leads, análises preditivas e personalização de comunicações em massa.
- Financeiro: conciliação bancária automatizada, gestão de cobrança com IA e prevenção de fraudes em tempo real.
- Recursos humanos: triagem automática de currículos, entrevistas gravadas e análise de indicadores de desempenho.
- Operações, logística e produção: otimização de estoques, previsão de demanda e monitoramento de processos com câmeras inteligentes.
Ao implementar projetos nessas áreas, costumo ver empresas ganhando tempo e qualidade nos resultados, além de gerar dados que antes ficavam dispersos em diferentes plataformas. Soluções da Posicionamento Digital, por exemplo, costumam integrar essas automações a sistemas já utilizados pelo cliente, como CRMs, ERPs e canais de mensagens, evitando grandes mudanças no modo de trabalhar.

O impacto do ROI e medição de resultados
Sempre que falo sobre quanto empresas gastam com IA Brasil afora, surge a questão do retorno sobre o investimento. Medir o ROI da inteligência artificial pode ser desafiador no início, mas fica mais claro quando vemos os resultados no dia a dia:
- Redução de custos com tarefas repetitivas
- Aumento nas vendas ou retenção de clientes pelas automações em marketing e atendimento
- Menor erro operacional em setores críticos (financeiro, produção, cobrança)
- Aceleração do ciclo de vendas por meio de scoring automático de leads, tema sobre o qual detalho neste material específico sobre qualificação de clientes por IA
- Liberação de tempo das equipes, permitindo foco maior em tarefas estratégicas
Na prática, vejo empresas médias recuperando o valor investido em automação de IA em períodos que vão de seis a dezoito meses, dependendo da complexidade dos sistemas e das metas envolvidas.
Diferenças entre médias e grandes empresas no investimento em IA
Um ponto interessante é perceber como médias e grandes empresas lidam com a definição do orçamento para iniciativas de IA. Enquanto grandes corporações já possuem times próprios de inovação e podem absorver grandes projetos, as médias têm buscado alternativas para avançar de forma incremental e orientada para resultados diretos.
- Empresas de maior porte tendem a investir em plataformas próprias, laboratórios de dados e profissionais dedicados.
- Médias empresas buscam consultorias especializadas e soluções prontas que possam ser integradas sem alterar demasiadamente seus processos internos.
- Muitas vezes, médias adotam ciclos curtos de experimentação, revendo rapidamente o orçamento conforme percebem retorno sobre cada automação implementada.
Já acompanhei empresas que começaram, por exemplo, com a automação da entrada de leads via WhatsApp e, poucas semanas depois, ampliaram para automação financeira e cobrança após sentir a diferença prática nos números. É um ciclo de investimento puxado por resultados, muito comum quando o orçamento é mais restrito.
Desafios: custos, capacitação e desigualdade de acesso
Nem tudo são vantagens. A reportagem da VEJA destaca que 69% das empresas brasileiras apontam a má qualidade dos dados como principal obstáculo à adoção efetiva da inteligência artificial, enquanto 97% expressam preocupação com segurança e proteção de dados confidenciais.
Os custos de entrada, especialmente para integração e treinamento das equipes, ainda são barreiras para boa parte das organizações, principalmente as de menor porte. É comum ver empresas que demoram a tirar o máximo da IA por falta de mão de obra capacitada ou infraestrutura de dados robusta.
No recorte setorial, também percebo desigualdade no acesso a tecnologias sofisticadas entre regiões e segmentos. Setores mais tradicionais, como parte da indústria e do agronegócio, têm seu ritmo próprio de adoção, geralmente mais lento que startups ou fintechs.
Como a IA se conecta aos sistemas existentes
Um dos maiores avanços recentes é a possibilidade de integrar a inteligência artificial diretamente ao ecossistema digital já utilizado pela empresa, sem necessidade de reformulação total. Posicionamento Digital, por exemplo, prioriza a conexão com plataformas como CRM, WhatsApp, ERPs e redes sociais.
Essas integrações permitem automação de ponta a ponta em processos como:
- Cadastro automático de leads gerados via Instagram direto no CRM
- Abertura de chamados de atendimento via WhatsApp de forma inteligente
- Acompanhamento de propostas ou contratos junto ao financeiro, tudo em um mesmo painel
- Alertas preditivos de dúvidas recorrentes, podendo antecipar demandas de clientes
Para quem deseja acompanhar novidades e informações aprofundadas sobre automação e IA no contexto brasileiro, recomendo a leitura frequente dos conteúdos de inteligência artificial e automação em nosso canal.
Tendências e futuro dos investimentos em IA no Brasil
Os próximos anos prometem ainda mais crescimento. Documentos do IBGE e os levantamentos do FGVcia sugerem que a adoção de inteligência artificial vai se intensificar, principalmente pela popularização das IAs generativas e ampliação do acesso à nuvem.
Vale ressaltar que o avanço deve ser acompanhado por discussões regulatórias e, principalmente, por programas de capacitação e formação profissional. A falta de profissionais especialistas é citada entre os maiores riscos e desafios das empresas. Em muitos setores, projetos travam justamente pela dificuldade de contratar ou treinar equipes para lidar com os dados da empresa.
A regulação, por outro lado, precisa garantir segurança jurídica, proteção de dados pessoais e estímulos à inovação. Tudo isso sem impedir que as empresas experimentem e testem novas formas de automação inteligente.
Estar atento às tendências pode ser o diferencial para garantir uma posição de liderança no setor. Quem acelera na adoção, colhe resultados primeiro.
Se quiser se aprofundar nessas previsões e entender mais sobre como a automação vai impactar os negócios brasileiros, recomendo visitar a seção de tendências e futuro dos negócios em nossa plataforma.
Conclusão
O investimento em inteligência artificial já é uma realidade para a maior parte das médias e grandes empresas brasileiras, mas o potencial de crescimento ainda é notável. Os dados indicam que o orçamento dedicado à IA vai continuar subindo, puxado pela necessidade de automação, ganho de escala e entrega de mais valor ao cliente. Apesar dos desafios de custos, capacitação de equipes e integração de dados, vejo que as empresas que priorizam essas iniciativas têm obtido resultados expressivos.
Se você quer destravar o crescimento do seu negócio por meio da automação inteligente e não sabe por onde começar, procure a Posicionamento Digital ou consuma nossos conteúdos sobre inteligência artificial. Acompanhe nossos artigos em inteligência artificial para saber como desenhar uma estratégia de automação alinhada ao momento da sua empresa.
Perguntas frequentes sobre investimento em inteligência artificial no Brasil
Quanto as empresas brasileiras investem em IA?
Segundo recentes levantamentos apresentados pelo IBGE e detalhados na mídia especializada, empresas médias e grandes brasileiras têm separado de 3% a 12% do orçamento de tecnologia para aplicações de inteligência artificial. Em valores absolutos, esse investimento pode variar de alguns milhares de reais mensais para médias empresas até cifras próximas de R$ 1 milhão anuais em grandes negócios. O investimento tende a crescer nos próximos anos, com a expectativa de ampliação em até 25% do orçamento anual apenas em projetos de IA, conforme reportagens da VEJA.
Quais setores mais investem em inteligência artificial?
Setores que mais investem em IA no Brasil são o financeiro (bancos, seguradoras, fintechs), varejo e e-commerce, indústria, além de educação, saúde e recursos humanos. Essas áreas concentram a maior parte dos orçamentos para automação, análise de dados, atendimento digital ao cliente e personalização de serviços.
Vale a pena para pequenas empresas investir em IA?
Sim. Pequenas empresas podem se beneficiar da automação de tarefas repetitivas e da melhoria na experiência do cliente, mesmo com orçamentos reduzidos. O importante é começar com projetos de rápido retorno, como chatbots ou automação de cadastro de leads, e evoluir para soluções mais sofisticadas à medida em que o retorno financeiro e o aumento da receita justifiquem novos investimentos.
Como calcular os gastos com IA nas empresas?
O cálculo deve considerar não apenas a aquisição de softwares e plataformas, mas também custos de integração, treinamento de equipes, infraestrutura de dados e eventuais consultorias. É recomendável projetar o ROI levando em conta economia de tempo da equipe, redução de erros, aumento de vendas gerado e melhoria do relacionamento com clientes. O retorno geralmente acontece em até 18 meses, dependendo da área e do tipo de projeto.
Onde encontrar dados sobre investimentos em IA?
Os principais dados sobre investimentos em inteligência artificial no Brasil estão disponíveis em relatórios do IBGE, pesquisas anuais do FGVcia e matérias de veículos de imprensa especializados. Procure também por estudos acadêmicos e relatórios setoriais. Em nosso blog e nas seções de inteligência artificial e automação trazemos análises, pesquisas recentes e estudos de caso de empresas brasileiras que já estão investindo nessa jornada.